quinta-feira, 21 de abril de 2011

Morre lentamente...



"Morre lentamente quem não viaja; quem não lê; quem não ouve música; quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio; quem nao se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, quem não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão: quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os 'is' em detrimento de redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos sem bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás dum sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir aos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar."

Pablo Neruda

(Este texto foi-me lido por uma cliente minha, a Dra. Maria Carolina... E é em sua honra e por estas palavras magníficas numa voz doce, e por ser uma cliente que também se tornou numa amiga e por estas palavras terem significado tanto para mim, que coloco aqui este texto... Muito obrigado!
Eu não quero morrer lentamente... Quero viver, viver e apenas viver... Por isso, acelero... Convido todos os Grandes deste planeta a fazerem o mesmo, a acelarar comigo, a viver sem desculpas, sem arrependimentos do que não se fez... Vamos ser fieís a nós próprios, vamos viver vivendo, a sorrir... E as tragédias são apenas do tamanho que nós as quiseremos deixar ser, para mim apenas são parte do nosso crescimento como pessoas... Sorrio, porque as vivi e sou mais do que era antes...)

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